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18 de novembro de 2022

Amanda Soares – Fonoaudióloga e Homecare Assistant em Dublin | TalkeandoPodcast #125

No episódio 125 do Talkeando Podcast, Amanda Soares compartilha sua trajetória como fonoaudióloga brasileira vivendo em Dublin, na Irlanda. Natural de Coronel Fabriciano, Minas Gerais, e morando há 4 anos na Irlanda, Amanda revela os desafios de validar o diploma, as diferenças entre a formação brasileira e irlandesa, e como a pressão familiar a levou a descobrir uma profissão que ama — mesmo que de forma totalmente inesperada.

Por Que Você Deve Ouvir Este Episódio

Amanda é fonoaudióloga formada no Brasil, mas em Dublin atua como Home Care Assistant enquanto aguarda a validação do seu diploma. Ela explica que, apesar de ter todo o conhecimento técnico, prefere não atender casos de fonoaudiologia sem o diploma validado, já que muitos pacientes precisam de recibos oficiais para abater despesas com saúde. Essa decisão mostra a seriedade e o profissionalismo de Amanda, que prefere fazer as coisas da forma correta mesmo que isso signifique adiar o exercício da sua profissão principal.

O processo de validação do diploma na Irlanda tem suas particularidades. Amanda conta que os órgãos irlandeses exigem experiência comprovada em disfagia e fonoaudiologia hospitalar — áreas que nem todas as faculdades brasileiras aprofundam de maneira uniforme. Apesar de a formação brasileira ser mais longa e completa (mínimo de 4 anos contra 2 a 3 anos na Irlanda), pode ser necessário fazer complementações específicas para atender aos requisitos locais. Amanda ainda aguardava resposta da faculdade sobre o processo de validação no momento da gravação.

Um dos momentos mais didáticos do episódio é quando Amanda explica o que a fonoaudiologia realmente abrange. Muita gente associa a profissão apenas ao trabalho com crianças que têm dificuldades na fala, mas a área é muito mais ampla. Amanda destaca a atuação hospitalar com disfagia — quando pacientes que sofreram AVC ou acidentes graves precisam de reabilitação para voltar a se alimentar pela boca, retirando a sonda de alimentação. Na turma de 25 alunos de Amanda, apenas 6 seguiram para a área hospitalar, mostrando que é uma especialização menos comum, mas extremamente necessária.

Amanda compartilha uma história pessoal marcante sobre a pressão familiar para cursar medicina. Sua avó materna, que não teve a oportunidade de estudar, fez um acordo com os filhos: bancaria a educação dos netos em escolas particulares para que eles pudessem entrar em universidades federais. Como neta mais velha, Amanda sentiu o peso dessa expectativa. Embora a cobrança nunca fosse explícita, era algo “implícito” que ela percebia constantemente. Mesmo assim, ela teve a coragem de seguir seu próprio caminho e escolher a fonoaudiologia — uma decisão que prova que ouvir a si mesmo é fundamental na escolha profissional.

Amanda conta uma história inspiradora sobre sua turma do ensino médio. Rotulada pelos professores como “a pior turma”, sempre ficando em último lugar nos simulados internos, a turma de Amanda foi a que teve a maior aprovação em vestibulares de universidades federais — superando todas as outras turmas de duas escolas. Essa experiência é uma lição poderosa sobre como rótulos e julgamentos externos não definem o potencial de ninguém. Amanda entrou na UFMG para cursar Fonoaudiologia na última turma que entrou por vestibular tradicional, provando que resultados falam mais alto que previsões pessimistas.

Se você é profissional de saúde pensando em emigrar ou já mora no exterior e está enfrentando o processo de validação de diploma, a história da Amanda vai ressoar profundamente com a sua realidade. Ela aborda com transparência as dificuldades burocráticas, as adaptações necessárias e a decisão de atuar em outra função enquanto regulariza sua situação profissional — algo que muitos brasileiros no exterior vivenciam, mas poucos falam abertamente.

Além da questão profissional, o episódio traz uma reflexão valiosa sobre pressão familiar e escolhas de carreira. A trajetória de Amanda mostra que é possível honrar as expectativas da família — como o sonho de sua avó de ver os netos formados em universidades federais — sem abrir mão da própria identidade e vocação. É uma conversa que vai fazer você repensar o peso que damos às opiniões externas na hora de decidir nosso futuro.

Este episódio também é um lembrete poderoso de que os caminhos profissionais raramente são lineares. Amanda entrou na faculdade querendo trabalhar com crianças com síndrome de Down e saiu apaixonada pela fonoaudiologia hospitalar. Veio para Dublin e está atuando como Home Care Assistant. Cada passo, mesmo os inesperados, faz parte de uma construção maior. Se você está em um momento de transição ou reinvenção, essa conversa vai te inspirar a continuar seguindo em frente.

🎧 Ouça o episódio completo com Amanda Soares no YouTube: Assista ao Episódio #125 do Talkeando Podcast

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Amanda Soares – Fonoaudióloga e Homecare Assistant em Dublin | TalkeandoPodcast #125 | Talkeando Podcast