08 de março de 2024
Dia Internacional da Mulher | Talkeando Podcast ExtraTalk #23
No episódio especial de Dia Internacional da Mulher do Talkeando Podcast, cinco mulheres brasileiras incríveis — que vivem ou viveram na Irlanda e na Europa — se reúnem para uma conversa crua, honesta e profundamente inspiradora. Comandado por Beatriz Gilia, engenheira civil na Irlanda, o bate-papo reúne Amanda Siqueira, Gil, Laura e Úrsula Perugini para falar sobre os desafios reais de ser mulher, empreendedora e imigrante, mostrando o lado que ninguém vê por trás das redes sociais.
Por que você deve ouvir este episódio
Este não é mais um episódio motivacional genérico sobre o Dia da Mulher. É uma conversa real entre mulheres reais que saíram do Brasil, enfrentaram o machismo estrutural, construíram carreiras em outros países e ainda assim lidam diariamente com julgamentos, pressão estética e a cobrança de serem perfeitas em tudo. Cada história compartilhada nessa mesa é um espelho para milhares de mulheres brasileiras que vivem no exterior — ou que sonham em viver — e que precisam ouvir que não estão sozinhas.
A diversidade de trajetórias é o que torna esse episódio tão especial: uma campeã mundial de jiu-jitsu, uma dançarina que desafia a sexualização, uma influenciadora que rompeu com o machismo do interior, uma advogada que construiu vida em três países e uma engenheira civil que comanda a conversa com autenticidade e humor. Juntas, elas mostram que ser mulher é um ato de resistência e beleza ao mesmo tempo.
Se você é mulher e precisa de inspiração — ou se você quer entender melhor os desafios que as mulheres ao seu redor enfrentam todos os dias — esse episódio é leitura obrigatória para os ouvidos. Prepare-se para rir, se emocionar e, principalmente, refletir.
Laura, campeã mundial de jiu-jitsu em 2023 e empreendedora na Irlanda há 12 anos, abre o episódio com uma reflexão poderosa: atuar em um esporte de luta e, ao mesmo tempo, ser dona do próprio negócio a levou a adotar uma postura cada vez mais dura e masculina. Ela conta que, nessa jornada, foi perdendo o contato com sua própria feminilidade — esquecendo de ser delicada consigo mesma, de pedir ajuda e de se permitir pausas. Laura destaca que o maior desafio não está nos adversários do tatame, mas em aprender a não ser dura consigo mesma o tempo todo.
Gil, paulista que chegou à Irlanda aos 13 anos, dançarina e professora de Fit Dance, trouxe à mesa uma discussão urgente: a constante associação entre dança feminina e pornografia. Ela explica que, ao dançar funk de maiô no palco, é imediatamente julgada e sexualizada — enquanto um homem com figurino semelhante é visto como artista. Os comentários nas redes sociais, os olhares no público e até possíveis argumentos em discussões pessoais se tornam armas contra a mulher que simplesmente exerce sua arte com liberdade. Gil questiona: “E daí se eu mostro minha bunda de sexta-feira à noite?” — uma provocação que resume a hipocrisia dos julgamentos de gênero.
Um dos momentos mais honestos do episódio é quando as participantes discutem a pressão sobre o corpo da mulher — tanto no palco quanto no Instagram. A cobrança não vem apenas de homens, mas também da rivalidade feminina que ainda permeia ambientes artísticos e digitais. Postar uma simples foto de biquíni pode gerar feedback negativo de todos os lados, e o que deveria ser algo natural acaba exigindo coragem. As mulheres na mesa concordam: não deveríamos precisar de coragem para simplesmente existir nos nossos corpos.
Amanda Siqueira, mineira de BH, influenciadora fitness e empresária da As Fit, compartilha sua história de origem com uma frase marcante: “Por trás de uma mulher muito forte existe uma menina que já foi muito machucada.” Criada no interior, em um ambiente onde mulher não tinha voz ativa, não podia opinar na mesa com homens e era julgada pela roupa que vestia, Amanda descreve como se sentiu uma fera aprisionada por anos. Ao se libertar desse cenário, ela decidiu que iria se expressar como quisesse, vestir o que quisesse e falar o que pensasse — sem que isso tirasse seu respeito como mulher.
O fio condutor de todo o episódio é uma mensagem que todas as participantes reforçam: não é preciso ser forte o tempo todo. Seja no tatame, no palco, no escritório ou nas redes sociais, a cultura atual empurra as mulheres para uma performance constante de força e perfeição. Laura resume esse sentimento ao dizer que o mais difícil é “se dar um break” — parar, respirar e aceitar que pedir ajuda não é fraqueza, é inteligência. Beatriz observa que todas na mesa trabalham em ambientes predominantemente masculinos e, sem exceção, enfrentam os mesmos desafios, cada uma à sua maneira.
🎧 Ouça o episódio completo agora! Assista ao ExtraTalk #23 do Talkeando Podcast no YouTube e mergulhe nessa conversa poderosa sobre ser mulher, empreender e viver no exterior: Clique aqui para assistir no YouTube.
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